Encontrar soluções para o problema das fraudes na mistura de biodiesel foram os motes de uma audiência realizada ontem (01) entre representantes do setor de distribuição de combustíveis e do governo federal. Pelo governo participaram do encontro os ministérios de Minas e Energia (MME), da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Justiça e Segurança Pública.
Nos últimos meses, a mistura de biodiesel se tornou um ponto de estresse para as distribuidoras que apontam para um possível aumento nas fraudes relacionadas à mistura. Dados oficiais mostram que, no último ano, as usinas entregaram cerca de 8,88 milhões de m³ de biodiesel para as distribuidoras enquanto as vendas de diesel pelas distribuidoras exigiriam 9,03 milhões de m³ de B100 – um descompasso de 150 mil m³
Esse balanço pouco favorável somado a denúncias reiteradas que vêm sendo feitas por TRRs levou o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) a solicitar uma suspensão temporária da mistura de biodiesel.
Embora esse pedido do Sindicom tenha sido negado pela ANP que alega que já vêm tomando medidas para fortalecer a fiscalização; há uma movimentação entre os distribuidores para apoiar novas ações.
Instituições como o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), a Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom), o Instituto Combustível Legal (ICL) e o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), informaram que têm interesse em firmar um convênio para a doação de equipamentos portáteis que permitem a aferição da mistura do biodiesel. Hoje a agência conta com apenas um desses equipamentos.
O MME vai coordenará uma reunião entre a ANP e representantes do setor privado para viabilizar essas doações.
Segundo o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Mendes, a fiscalização é fundamental para garantir a sustentabilidade do mercado. “O combate às fraudes é uma prioridade do governo federal. Estamos atuando de forma integrada para coibir práticas ilegais que prejudicam a arrecadação, comprometem a qualidade dos combustíveis e afetam a concorrência leal”, afirmou.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações da assessoria de imprensa do MME
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